Quando falamos em doação de sangue, a maioria das pessoas pensa imediatamente na bolsa de sangue total vermelha. No entanto, dentro da hematologia, existe um procedimento altamente especializado e vital para muitos tratamentos: a doação de plaquetas por aférese.
Se você ou algum familiar está passando por um tratamento hematológico ou oncológico, é muito provável que já tenha ouvido esse termo. Neste artigo, vamos explicar de forma simples o que é esse procedimento, como ele funciona e por que ele é tão crucial para salvar vidas.
O que são plaquetas e qual a sua função?
As plaquetas (ou trombócitos) são pequenas células produzidas na medula óssea responsáveis por iniciar o processo de coagulação do sangue. Sempre que ocorre uma lesão em um vaso sanguíneo, as plaquetas correm para o local e formam um “tampão” para estancar o sangramento.
Quando um paciente apresenta uma quantidade muito baixa de plaquetas no sangue (condição chamada de plaquetopenia ou trombocitopenia), o organismo perde essa capacidade de defesa, aumentando drasticamente o risco de sangramentos espontâneos e hemorragias graves.
O que é a doação por aférese?
A palavra “aférese” vem do grego e significa “retirar” ou “separar”.
Diferente da doação de sangue comum — onde todos os componentes do sangue são coletados juntos —, na aférese o doador é conectado a um equipamento de tecnologia avançada. Essa máquina coleta o sangue, separa apenas as plaquetas através de centrifugação e devolve os demais componentes (como hemácias e plasma) de volta para o organismo do doador.
Trata-se de um processo extremamente seguro, realizado com kits de uso único e totalmente descartáveis, eliminando qualquer risco de contaminação.
Por que a doação por aférese faz tanta diferença para quem recebe?
Na medicina transfusional clássica, para atingir uma dose terapêutica de plaquetas para um paciente adulto, é necessário misturar as plaquetas de até 6 a 8 doadores diferentes (o chamado pool de plaquetas).
A grande vantagem da aférese é que um único doador consegue fornecer a quantidade necessária de plaquetas para um paciente inteiro. Para quem está recebendo, os benefícios são imensos:
- Menor exposição imunológica: O paciente recebe células de apenas uma pessoa, em vez de várias. Isso reduz muito as chances de o organismo desenvolver anticorpos contra o sangue doado (aloimunização).
- Mais segurança: Com menos doadores envolvidos, reduz-se significativamente o risco de reações transfusionais e de transmissão de infecções.
- Maior rendimento: As plaquetas coletadas por aférese costumam ter uma qualidade e concentração superiores, agindo de forma mais rápida e eficaz no controle de sangramentos.
Quem precisa dessas transfusões?
Como as plaquetas têm uma vida útil curtíssima no organismo (duram de 5 a 7 dias fora do corpo), os estoques dos bancos de sangue dependem de doações diárias e constantes. Os pacientes que mais necessitam desse suporte são aqueles com a medula óssea temporariamente comprometida, como nos casos de:
- Leucemias agudas e outras neoplasias hematológicas;
- Aplasia medular grave;
- Pacientes em tratamento de quimioterapia intensiva;
- Pacientes em preparação ou recuperação de um Transplante de Medula Óssea (TMO).
Um convite à solidariedade: Doe no HEMOES ou no serviço privado
Para o doador, o procedimento dura cerca de 60 a 90 minutos. Como o organismo recupera as plaquetas doadas em apenas 48 horas, é um gesto simples para quem doa, mas que representa uma nova chance de vida para quem está em tratamento.
Se você reside no Espírito Santo e deseja fazer a diferença, entre em contato com o HEMOES (Hemocentro do Estado do Espírito Santo) para agendar a sua doação de plaquetas por aférese.
Antes de prescrever o cuidado em nosso consultório, acreditamos na importância de vivê-lo no dia a dia. Ajude-nos a manter essa rede de cuidado ativa.